DA BOMB - MOAB BOMB
Escrito por Hugo Silva    Domingo, 04 Abril 2010 06:52    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail



Fundada em 1995, a DA BOMB BIKES é comprometida a construir quadros e acessórios com a melhor qualidade disponível no mundo. Não havia nenhuma campanha multimilionária, apenas alguns bikers loucos com produtos expressivos que falam para si só, inovadores, dedicados ao desempenho e ao serviço ao cliente. Construir quadros e componentes de última geração para que o biker supere todos os limites possíveis! Se recuarmos alguns anos atrás, alguns de nós com certeza se lembram da primeira DABOMB a conhecer a luz do dia em Portugal a CHERRYBOMB.
Até 2005 o sistema 4 Bar Link usado na suspensão traseira manteve-se inalterado ou com mudanças pouco significativas.
Desde cedo a sua geometria  foi associada às bicicletas de FR/DH e DIRT a preços inacessíveis, devido ao seu elevado preço dos quadros.
Tentando seguir as mais recentes tendências de design e evolução tecnológica em 2007, a DABOMB ganha uma nova geometria, vê o sistema 4 Bar Link redesenhado e uma mudança de grafismo, marcando ai uma importante viragem na história deste modelo.
Não sendo dentro da marca a rainha do DH, é sem sombra de dúvidas, para mim, um dos quadros a prova de bala.


1º Contacto
Quadro e suspensões
Usando um quadro tamanho M rapidamente senti que o 1,78m de altura não seria de todo fácil de encaixar no conjunto a ensaiar, no entanto algumas surpresas bem agradáveis acabaram por surgir durante este teste.
Sendo esta bicicleta a entrada de gama MOAB BOMB, na traseira encontramos um MANITOU SWINGER 6AWAY SPV COIL (200mm de curso) e na frente uma FOX 40 rc2 com 200mm de curso. Será que aguentam o tratamento? 



Material utilizado
quadro
dabomb moab bomb 2009, punhos dabomb hollyshit , pedais de plataforma kona travões magura julie fr, avanço dabomb minime , guiador dabomb Badbone, espigão wtb mxc , caixas de direCção dabomb nuclear, rodas Da Bomb Revolver Wheels Golden Camo, cubos Da Bomb HeadSpin Camo, banco Da Bomb Gu Ru Saddle, prato pedaleiro msc bikes 38 dentes, guia de corrente E Thirteen SST Street Chain Guide, pedaleiro Truvativ Hussefelt 1.1 DH Chainset - Howizter , eixo pedaleiro Truvativ HammerSchmidt FR, cassete SRAM PG990 Cassette 9sp esticador shimano xt 2009, corrente msc bikes, discos msc bikes, amortecedor manitou swinger 6 away spv coil (nd tuned), suspenção fox 40 rc2 (nd tuned), pneus maxxis minion 2.50 e câmaras de ar rubena sport 2.50/2.95


No terreno
Sentado na bicicleta a posição de condução é muito natural e mesmo depois de colocar o selim ao nível dos joelhos, para facilitar o manuseamento nos single tracks , continuamos com a sensação que o posicionamento do nosso corpo está centrado com a bicicleta, proporcionando dessa forma uma óptima distribuição de peso.
Logo nos primeiros metros da minha descida nota-se o bom equilíbrio entre o conjunto de suspensões, sendo o trabalhar homogéneo. A falta de hábito no doseamento da travagem dos MAGURA também me dificultou a vida nas primeiras descidas, principalmente nos trilhos técnicos e lentos pois utilizava uns SHIMANO DEORE que rebentaram antes do teste da bike.
A curta distância entre eixos desta bicicleta torna-a super rápida nos single tracks e á medida que a confiança do piloto aumenta começa-se a notar as limitações de alguns dos componentes como por exemplo a nível de transmissão e travagem.
O desviador SHIMANO XT mostrou não ter tensão suficiente para “segurar” a corrente na cassete havendo alturas em que se ouviam valentes “pregos” ao pedalar. Convém lembrar que isto não é defeito pois de origem o esticador não é pensado para uma utilização 100% DH, logo esta transmissão é recomendada para uma utilização vasta dentro do XC e AM e não o DH e FR.



Nos salto é deixar-te ir... e vais com deus, pois este quadro não se nega a nada. Podem ser drop’s, gap’s ele suporta tudo sem problemas "Venham os saltos para flat não há problema".


Conclusão
É o modelo perfeito para novatos e mais experientes para uma utilização variada. No Freeride e Downhill é peixe na água e só a prática e as exigências do piloto vão ditando a troca de alguns componentes tornando esta bike cada vez mais competitiva e competente.

É perfeita no meu ponto de vista como bike de freeride, aguenta muitos maus tratos, em downhill não tem aspectos negativos aparentes.

Teste realizado pelo user:
Luís Alcantara

Actualizado em ( Domingo, 04 Abril 2010 07:32 )
 

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